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    Viver o hoje como se fosse o último dia

    Viver cada dia como se fosse o último.....

    "Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis".
    "Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém".
    "Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei".
    "Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, "quebrei a cara" muitas vezes!"
     “Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só pra escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!”
     “Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida... e você também não deveria passar".
    Viva!!!
    "Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é MUITO para ser insignificante."
     (Chaplin).

     

    Escutatória

     

     

    ESCUTATÓRIA

    Do escritor RUBEM ALVES

     

     

    Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de

    escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a

    ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém

    vai se matricular.

    Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não

    ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter

    filosofia nenhuma".

    Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as

    coisas.

    Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

    Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que

    é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma". Daí a

    dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um

    palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a

    dizer.

    Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e

    precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é

    muito melhor.

    Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de

    nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

    Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos

    estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os

    índios.

    Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os

    pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados

    em silêncio, abrindo vazios de silêncio, expulsando todas as idéias

    estranhas.). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de

    repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem.

    Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande

    desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele

    julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que

    o outro falou. Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades.

    Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o

    que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar

    quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse

    falado".

    Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu

    já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso

    pensar sobre o que você falou".

    Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma

    bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente

    tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião.

    Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de

    pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir

    coisas que não ouvia.

    Eu comecei a ouvir.

    Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve

    nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.

    A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.

    No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos

    todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da

    filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz

    chorar.

    Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância

    de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.

    Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num

    contraponto.

     

       

    Marionte

     

     

    Marionete

    (Desconheço o Autor)

     

    "Se por um  instante Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo

    e me oferecesse  mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso,

    mas pensaria tudo o que  digo.

    Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.

    Dormiria pouco, sonharia mais,

    entendo que por cada minuto que fechamos os  olhos

    perdemos sessenta segundos de luz.

    Andaria quando os outros param,  acordaria quando os outros dormem.

    Ouviria quando os outros falam, e como  desfrutaria de um bom gelado de chocolate!

    Se Deus me oferecesse um pouco de  vida, vestir-me-ia de forma simples,

    deixando a descoberto, não apenas o meu  corpo, mas também a minha alma.

    Meu Deus, se eu tivesse um coração, 

    escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol.

    Pintaria  com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas de um poema de Benedetti,

    e uma  canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à lua.

    Regaria as rosas com  as minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos

    e o beijo encarnado  das suas pétalas...

    Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida...

    Não  deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas.

    Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor.

    Aos homens provar-lhes-ia como estão  equivocados ao pensar

    que deixam de se apaixonar quando envelhecem,

    sem  saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar!

    A uma criança,  dar-lhe-ia asas, mas teria que aprender a voar sozinha.

    Aos velhos,  ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice,

    mas sim com o  esquecimento.

    Tantas coisas aprendi com vocês, os homens...

    Aprendi que todo  o mundo quer viver em cima da montanha,

    sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta.

    Aprendi que quando um recém-nascido aperta  com a sua pequena mão,

    pela primeira vez, o dedo do seu pai, o tem agarrado para sempre.

    Aprendi que um homem só tem direito a olhar o outro de  cima para baixo

    quando vai ajudá-lo a levantar-se.

    “São tantas as coisas que  pude aprender com vocês,

    mas não me hão-de servir realmente de muito, 

     porque quando me guardarem dentro dessa maleta,

    infelizmente estarei a morrer...”

     

     

     

     

    Vida

     

    Amigos,

    Repasso-lhes essa mensagem com o desejo de um maravilhoso dia.

    (desconheço o Autor)

     

    A semente está na vida que pulsa em ti,

    Querendo sempre mostrar-te a tua real capacidade em ser feliz,

    em ser pleno.
    Bem sabes de tuas necessidades.
    E por quantas vezes, tentas tecer vontades contrárias a elas,

    Simplesmente para provar a ti e a Deus que és capaz de amadurecer sozinho,

    Naquilo que não necessita de reparos de amadurecimento?
    Já recebeste todas as coisas prontas.
    O único trabalho reside em amadurecer a tua vontade,

    A tua percepção para que sintas a tua verdadeira origem.
    Sê paciente.


    Prepara teu ser para receber o que te é de direito.
    Não permitas que teus olhos fiquem vendados a tua verdade.
    Abra-os para saber em cada momento o quanto és precioso e único.
    A função de um fruto maduro está em podermos saboreá-lo,

    tranqüilos e com prazer.
    O mesmo aplica-se ao teu ser.
    Um ser que traz dentro si todo potencial para encontrar Deus;
    toda a alegria para compartilhar com o mundo e sabedoria

    Para compreender que tudo foi feito para que possas desfrutar e estar em paz.

    Deus te abençoe no dia de hoje.

    Que a luz do Amor resplandeça em teu ser.

     

    Abraços de coração

     

    Mundo Virtual

     

    Mundo virtual

    (Desconheço o Autor)

     

    Entrei apressado e com muita fome no restaurante.

    Escolhi uma mesa bem afastada do movimento,

     pois queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia atribulado,

    para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema

    que estava desenvolvendo,

    além de planejar minha viagem de férias que há tempos não sei o que são.

    Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga,

    uma salada e um suco de laranja, afinal de contas fome é fome,

    mas regime é regime né?

    Abri meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:

     

    Tio,

    dá um trocado?

     

    Não tenho menino.

     

    Só uma moedinha para comprar um pão.

     

     Esta bem eu compro um para você.

    Para variar, minha caixa de entrada esta lotada de e-mails.

    Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas,

     dando risadas com as piadas malucas.

    Ah! Essa música me leva a Londres e as boas lembranças de tempos idos.

     

    Tio,

    pede para colocar margarina e queijo também.

    Percebo que o menino tinha ficado ali.

     

    Ok.

    Vou pedir, mas depois me deixe trabalhar,

    estou muito ocupado tá?

     

    Chega a minha refeição e junto com ela meu constrangimento.

    Faço o pedido do menino,

    e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir embora.

     

    Meus resquícios de consciência me impedem de dizer.

    Digo que esta tudo bem!

     

    Deixe-o ficar.

    Que traga o pão e, mais uma refeição descente para ele.

     

    Então ele sentou a minha frente e perguntou:

     

     Tio o que está fazendo?

     

     Estou lendo uns e-mails.

     

    O que são e-mails?

     

     São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via Internet

     (sabia que ele não ia entender nada, mas,

    a título de livrar-me de maiores questionários disse):

     

     É como se fosse uma carta, só que via Internet.

     

     Tio você tem Internet?

     

    Tenho sim, essencial ao mundo de hoje.

     

     O que é Internet?

     

     É um local no computador,

    onde podemos ver e ouvir muitas coisas,

    notícias, músicas, conhecer pessoas, ler,

     escrever, sonhar, trabalhar, aprender.

    Tem de tudo no mundo virtual.

     

     E o que é virtual?

     

    Resolvo dar uma explicação simplificada,

    novamente na certeza que ele pouco vai entender

    e vai me liberar para comer minha refeição,sem culpas.

     

     Virtual é um local que imaginamos,

     algo que não podemos pegar, tocar.

    É lá que criamos um monte de coisas

    que gostaríamos de fazer.

    Criamos nossas fantasias,

    transformamos o mundo

    em quase como queríamos que fosse.

     

    Legal isso.. Gostei!

     

    Mocinho, você entendeu que é virtual?

     

    Sim, também vivo neste mundo virtual.

     

    Você tem computador?

     

    Não, mas meu mundo também é desse jeito... Virtual.

    Minha mãe fica todo dia fora,

    só chega muito tarde, quase não a vejo,

    eu fico cuidando do meu irmão pequeno

    que vive chorando de fome e eu dou água para ele pensar que é sopa,

     minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo,

    mas não entendo, pois ela sempre volta com o corpo,

    meu pai está na cadeia há muito tempo,

    mas sempre imagino nossa família toda junta em casa,

    muita comida, muitos brinquedos de natal

    e eu indo ao colégio para virar medico um dia.

    Isso é virtual não é tio?

    Fechei meu notebook,

    não antes que as lágrimas caíssem sobre o teclado.

    Esperei que o menino terminasse de literalmente

    "devorar" o prato dele,

    paguei a conta, e dei o troco para o garoto,

    que me retribuiu com um dos mais belos

     e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um:

     

    "Brigado tio você é legal!".

     Ali, naquela instante, tive a maior prova do virtualismo

    insensato em que vivemos todos os dias,

     enquanto a realidade cruel rodeia de verdade

    e fazemos de conta que não percebemos!