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    A luz de DEUS

     

       

    Iluminando o seu exterior, iluminando o seu interior


    Com a luz do sol de Deus brilhando em você

    Espero que seu coração brilhe com afetuosidade

    Como a fogueira que dá as boas vindas aos amigos e estranhos

    Espero que a Luz do Senhor brilhe dos seus olhos

    Como a vela na janela, dando as boas vindas aos viajantes cansados.

    Espero que a bênção da suave chuva de Deus recaia em você,

    Caindo gentilmente sobre sua cabeça

    Refrescando sua alma com a doçura de pequenas flores

    recentemente floridas

    Espero que a força dos ventos do paraíso o abençoe

    Carregando a chuva para lavar seu limpo espírito

    Brilhando depois na luz do sol

    Espero que a bênção do mundo de Deus recaia sobre você

    Enquanto caminhas pelas estradas

    Que sempre tenhas uma palavra gentil para aqueles
    que encontrares.

    Que entendas a força e o poder de Deus na

    tempestade e inverno

    e a silenciosa beleza da criação

    e o calmo crepúsculo do verão

     

    (Desconheço o Autor)

    Saudade

    Saudade

    Saudade não se teoriza, se sente.
    É presença da ausência.
    Mas há saudade e saudade.
    Saudade cruel e saudade doce, boa.
    A saudade cruel é aquela do que está longe.
    Do que vislumbramos, conhecemos até,

    mas não temos dentro de nós.
    Essa dói, machuca, tira o sono, maltrata, rouba o riso,

    modifica o olhar, entristece.
    Mas não é saudade, de fato, é falta.
    Falta do que, ou de quem não se têm.
    Falta é verbo que tem cheiro de vazio, é lacuna;

    saudade é substantivo que se transforma

    em advérbio de intensidade, intensidade do sentir.
    É sensação, é plenitude, é lembrança.
    E somos afortunados.
    Não há em outra língua verbete para traduzir esse sentimento.
    Saudade boa, saudade, saudade, essa é doce.
    Dói? Dói sim, mas não é cruel,

    é uma dorzinha boa de sentir,

    leve, que enche o peito, faz sonhar, sorrir,

    eleva o olhar para o passado, gera suspiros
    e é, como afirmei presença da ausência.
    É presença do que, ou de quem,

    tivemos e teremos sempre dentro de nós.
    Porque ele está dentro de mim.
    Então é um sentir bom.
    E que pede música e que a música atrai.
    Saudade é identificação da ausência.
    E nada torna mais presente o que está ausente

    do que sentir saudades.
    Saudade é vida.
    Só morremos quando esquecidos,

    quando não somos mais ausentes em ninguém e isso quer dizer

    que não existimos mais em nenhuma memória.
    Saudade boa é consciência de algo ou alguém.
    Não sentimos nunca saudades do que não nos emocionou, 

     provocou sorrisos, prazer, amor, êxtase,

    sentimentos verdadeiramente bons.
    E as músicas, os poemas, os textos, as canções,

    não servem para outra coisa senão para traduzir

     o que não conseguimos definir;

    para falar por nós, ratificar o que sentimos.
    Então, se por acaso lhe vem à mente uma música antiga ou atual,

    brega ou moderna, ou se uma paisagem ou um céu estrelado

    ou uma imagem do passado ou de alguém, lhe surgir na mente;

    ou se um trecho de um poema, de um texto qualquer,

    lhe provocar um suspiro, e de repente você sentir saudades.
    Não se espante, nem se entristeça.
    Aproveite.
    Agora se alguém disser que sente saudades de você,

     Comemore duplamente.
    Triste é não ter do que ou de quem sentir saudades.
    E mais triste ainda é não deixar saudades em ninguém.

    Autor: Virginia Carvalho